+55 31 98591-9456 contato@biagomes.com.br Atendimento online e presencial

Seu Carrinho

Seu carrinho está vazio.

Revitimização

Faço um trabalho árduo em relação a educação sexual. Desenvolvo treinamentos personalizados aos adolescentes, crianças, adult@s e também profissionais que trabalham com pessoas. Todos os dias me deparo com a revitimização, nem sempre fazem sabendo que estão prejudicando muito as vítimas. E hoje resolvi vir aqui ensinar algo sobre PARAR!
Profissionais me ouçam:
Parem de atender casos!
Parem de atender ela ou ele!
ATENDAM SIM! ATENDAM PESSOAS!
Atendam vidas! Tenham empatia de verdade, tenham compaixão e façam um serviço adequado para cada um!
Não sabe o que fazer? Peça ajuda!
Reconhecer que somos falhos já é o primeiro passo!
Isso é EDUCAÇÃO SEXUAL! Isso é PREVENÇÃO!

O Consumo exagerado de material para maiores de 18 anos… O que acontece conosco?

Hoje temos presentes na sociedade, muitas gerações inteiras que acredita que o que você vê na pornografia pesada é a forma ideal de como se faz s3xo. E que veio crescendo exageradamente em números de pessoas mal educadas se.xu.al.mente, por conta da chuva de material com fácil acesso na internet e a crença limitante que não devemos abordar o tema em família ou na escola.

Hoje temos presentes na sociedade, muitas gerações inteiras que acredita que o que você vê na pornografia pesada é a forma ideal de como se faz s3xo. E que veio crescendo exageradamente em números de pessoas mal educadas se.xu.al.mente, por conta da chuva de material com fácil acesso na internet e a crença limitante que não devemos abordar o tema em família ou na escola.

 Cerca de 37% da internet é composta de material porn.ográfico. E sua exposição excessiva, principalmente por crianças e jovens, pode causar danos à saúde física e mental.

A internet facilita o acesso a todo o tipo de conteúdos por.nográ.ficos. Hoje, crianças e adolescentes do mundo todo podem acessar sites que disponibilizam porn.ografia com apenas alguns toques em seus smartphones. O consumo exagerado desses materiais oferece sérios ricos à saúde física e mental e os principais afetados são os jovens.

Um dos problemas é a busca de um ideal sex.ual na vida real baseado em conteúdo porn.ográfico. Isso provoca uma pressão, principalmente sobre as parceiras de garotos, para que se comportem como “porn stars”. Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o quadro de problemas desenvolvidos por excesso de pornografia inclui disfunção erétil e dificuldade de ejaculação.

Desfrutar menos do sexo real talvez seja a consequência mais conhecida do consumo excessivo de pornografia e um problema bem compreendido no século XXI. Não é raro ouvir falar de jovens que estão acostumados a ver pornografia e acham desnecessário ter relações sexuais.

O problema está na frequência e quantidade de por.no.grafia que o usuário assiste. “Tudo em excesso faz mal, como comer ou simplesmente beber água demais. Quando me dei conta, meu filho não saia mais do quarto. Evitava qualquer tipo de interação social”, afirma a mãe de um adolescente de 17 anos que participou de uma roda de bate papo comigo.

“Eu fiquei tão mal, que me criticava e me sentia um maníaco, achava que a qualquer momento eu poderia atacar alguma mulher” disse um cliente de 30 anos, que me procurou por estar incomodado com o consumo exagerado desse material.

Para as mulheres, a interação com a pornografia vai em um caminho um pouco diferente. A indústria por.nô ainda está começando a abrir as portas para conteúdos focados no público feminino. Só nos últimos anos surgiram produtoras que criam conteúdos específicos para agradar as mulheres. Hoje, no Brasil, aproximadamente 33% dos acessos a grandes canais de pornografia são feitos por mulheres. No mundo, a média é um pouco menor, de 25%. A maioria das consumidoras são garotas de 18 a 24 anos. E a mulher também pode ficar viciada em pornografia, só muda a quantidade de mulheres que se sentem atraídas pelo consumo, devido ao foco dos filmes serem feitos para os homens.

A mulher, devido ao que é imposto pela sociedade pode sim desenvolver disfunções se.xuais graves e emocionais que envolvam também a autoestima e autoconhecimento.

Então o melhor a ser feito sempre é procurar por materiais de qualidade e profissionais em educação se.xual que realmente podem ajudar a construir e reconstruir uma educação eficaz, completa e feliz. Contribuindo realmente para a formação de seres humanos e relacionamentos saudáveis.

O que é sexo? Será que eu sei…

Hoje em dia é muito difícil NÃO saber o que é sexo, por causa da televisão e da internet. Tudo hoje está com acesso muito facilitado, se não podemos falar que está banalizado também.

É cada vez mais difícil encontrar um jovem que não saiba o que é sexo, o que é transar , principalmente porque a internet e a televisão abordam, mostra e até mesmo incentiva o ato. Entretanto, essas informações são desencontradas e não é, necessariamente, algo que sirva para aquele jovem ser capaz de entender completamente o sexo e fazer com que seu ato seja exercido de forma equilibrada, saudável e segura.

Por causa do que é transmitido na TV ou encontrado online, claro que toda regra tem sua exceção, muitos jovens e até mesmo adultos criam um “ideal” sobre o ato antes de ter a primeira experiência sexual, ou até mesmo querem replicar atos que são super banalizados pelas mídias.  Ou até mesmo criam uma ideia mais romântica, ou agem pelo que dizem ser instinto sexual, levando a falta de equilíbrio para uma relação saudável e prazerosa. Muitas vezes, os dois criam a relação sexual que começa com beijos, abraços, preliminares e, enfim, a penetração, o orgasmo e o relaxamento juntos. Na prática, não é bem isso que acontece, principalmente na primeira vez, o que acaba decepcionando os envolvidos.

Geralmente, tanto os homens quanto as mulheres colocam grandes expectativas na primeira vez, mas, no fim das contas, são experiências completamente diferentes. Eles, muitas vezes, conseguem chegar ao orgasmo e “realizam” o que pensavam, mas, para algumas delas, o medo antecipado de sentir dor, por exemplo, acaba criando um resultado diferente do esperado. E ainda enfrentamos o tabu e estereótipo gerado historicamente pela sociedade no ato.

O sexo refere a todas as ações que podem nos excitar sexualmente. O sexo não é somente a relação sexual em si. É preciso de um jeito didático para falar sobre relações de intimidade entre pessoas e a busca para sentir prazer através do corpo, seja na vagina, pênis, seios ou qualquer outra zona erógena que vá além dos órgãos sexuais. A forma cultural que mais o senso comum coloca o sexo é o tratando como penetração, mas o sexo não é apenas para procriação, é também para o prazer. O sexo não é apenas a relação sexual.

Também inclui beijos, carícias e sexo oral. Também pode ter sexo sozinho. A isto se chama masturbação. A sexualidade é uma parte essencial da vida humana. Trata-se de um modo normal e positivo de se exprimir.

A sexualidade não envolve apenas sexo, mas também outros assuntos. Todas as ações e afins que envolvem prazer sexual, intimidade, anatomia, ter filhos, bem como tabus e valores sobre a orientação sexual são formas de abordar o tema.

Existem também vários motivos e razões para ter sexo, seja porque deseja, para ter filhos (procriação), para experimentar o prazer sexual, forma de expressar o seu amor e outros sentimentos, experimentar intimidade, relaxar, são muitos motivos…

Então afirmo que qualquer busca pelo prazer usando o corpo, é sexo! É vida!

por Bia Gomes

Falar sobre sexualidade com as crianças, difícil?

A Educação sexual na primeira infância e adolescência é fator primordial para uma vida adulta equilibrada. É de fundamental importância trabalhar a sexualidade no início da vida para o bem estar do ser humano e pode se expressar de diversas maneiras. Seu desenvolvimento depende da satisfação de necessidades ou de acordo com a idade, do desejo, do contato físico, da intimidade, do carinho, da expressão emocional e de amor.

A sexualidade faz parte da vida desde que a gente nasce. Acontece que a maioria das pessoas tem uma percepção da sexualidade apenas pela visão do adulto. A visão de erotização da sexualidade realmente pertence à vida adulta e deve permanecer lá, não cabe na infância. Devemos saber diferenciar e educar de maneira assertiva de acordo com cada fase. Tratar a sexualidade é muito importante para o desenvolvimento humano. Estar disponível para dialogar com os pequenos sobre isso faz diferença.

A sexualidade na infância atravessa questões fundamentais para o desenvolvimento humano como socialização, autoestima, respeito, privacidade e muitas outras. Antes de qualquer coisa, é importante ter em mente que falar sobre sexualidade com crianças não é falar sobre sexo. Compreender isso ajuda a desconstruir a ideia errada de que educação sexual “incentiva sexo” na infância ou “muda orientação sexual” de alguém, afirmar isso é um equivoco de um padrão social impregnado pela “guerra política” que há ao longo da historia.

Falar sobre esse assunto com crianças é muito mais falar sobre autodescoberta, respeito aos limites do próprio corpo e dos corpos alheios, socialização, autoestima, autoproteção, autonomia, privacidade, higiene e uma série de outros temas intrínsecos ao desenvolvimento integral humano.

Falar sobre sexualidade com qualidade protege nossas crianças e adolescentes

A sexualidade humana começa a ser desenvolvida entre 0 e 1 ano de idade, quando a criança começa a “descobrir sensações com estímulo oral” como se alimentar (por meio da amamentação) e levar objetos e partes do próprio corpo — pés, por exemplo — à boca. Nessa idade as crianças querem interiorizar tudo, levam as coisas às bocas para colocarem para dentro do próprio organismo. Como se estivessem a sensação de guardar o que gostam.

Mais à frente, dos 2 aos 4 anos, de acordo com ela, se sobressai a fase anal, que é quando a criança aprende a controlar o próprio esfíncter e, consequentemente, a segurar e soltar as próprias fezes e urina.

Dos 4 aos 6, 7 anos, tem a fase fálica e genital, que é a exploração do restante do corpo. Os meninos vão descobrir que têm pênis e as meninas vão descobrir que têm vulva. Vão pegar, mexer. E existe uma questão de estímulo sensorial aí. Eles mexem porque, sensorialmente, é interessante. Não existe erotismo, existe descoberta do próprio corpo.

Conheça o “Semáforo do Toque”, jogo que ensina crianças sobre autoproteção:

É pelos 10 a 13 anos, juntamente com a puberdade, que, habitualmente, uma criança, na fase de transição para adolescência, apresenta os primeiros sinais de interesse pelas relações afetivas e sexuais.

À medida que idade e convívio social aumentam, as demandas da sexualidade se transformam. Para além do respeito ao próprio corpo e ao próprio espaço, passa a ser igualmente importante trabalhar o respeito aos corpos e aos espaços do outros. Não posso invadir o espaço do outro e não posso permitir que o outro invada o meu. Ao mesmo tempo em que preciso aprender a socializar.

Sexo, direitos reprodutivos e prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são assuntos também vinculados à sexualidade, mas que mais têm a ver com a adolescência, etapa que começa com a puberdade e acarreta uma série de mudanças no corpo. Nesse período, o mais importante é trabalhar questões relativas à autoestima e ao respeito à própria subjetividade dentro das relações sociais.

Nós adultos, devemos estar atentos e disponíveis sempre.

Uma criança que questiona um adulto sobre qualquer assunto na esfera da sexualidade mostra que confia a ele dúvidas muito sérias. E que seriam sérias para o adulto também, no mesmo período da vida.

Assim, devemos nos mostrar disponíveis para receber essas demandas e responder de forma simples, objetiva e adaptada ao universo infantil. Se os pais não têm disponibilidade, ou insegurança e a comunicação é de cobrança da criança naquele momento, isso dificulta, porque a criança vai aprender que não tem espaço naquele ambiente para se sentir informada, e não sentirá segura para retornar com mais dúvidas que irão surgir ao longo do crescimento.

O elo de confiança formado entre crianças e adultos no ambiente familiar deve ser levado a sério. A pessoa de confiança precisa manter o sigilo da conversa. Não vai contar pros outros filhos ou pra amiga. Se precisar de informação profissional, deve procurar profissional. E se for caso, deixar claro para a criança que você não consegue responder naquele momento, mas que irá buscar a melhor forma de solucionar a dúvida. E faze-lo mesmo, com responsabilidade e compromisso, pois a criança não esquece e se o adulto não levar a resposta, ela irá buscar em outras fontes não muito confiáveis. Aí mora o perigo!

No caso dos adolescentes, a mesma coisa. Tem que ser uma comunicação sem acusações, censuras ou críticas a respeito do que o sujeito está falando ou demandando, que é extremamente importante pra ele e que, se você não der essas informações, ele vai procurar saber com outra pessoa ou por outros meios.

Mesmo quando os pais não são tão presentes e disponíveis na infância, é possível, correr atrás do prejuízo e construir esse elo de confiança com os filhos já adolescentes ou adultos. Desde que, nesse processo, não tenham acontecido experiências traumáticas.

Os que não conseguem (construir laços de confiança) são os que produzem traumas. Abusadores sexuais de crianças e pais agressores não conseguem recuperar mesmo, porque o trauma vai impedir o sujeito de ter confiança. Agora, pais que estavam focados no trabalho ou dando atenção a outras necessidades, os filhos compreendem. E lamento, pois afirmo que a pessoa mais indicada para trabalhar a sexualidade com crianças e adolescentes é seu responsável.

E se o “não falar” acontecer?

Bem, as consequências da falta de diálogo e da repressão da sexualidade na infância são “catastróficas”. Principalmente porque interferem negativamente no desenvolvimento humano natural, levando, inclusive, a uma incompreensão sobre como se constroem os próprios desejos. Levando a formação de um adulto mal resolvido, sem autoconhecimento, autocuidado e totalmente vulnerável aos crimes sexuais existentes.

Como conversar com crianças sobre sexualidade?

Quando a criança perguntar a você algo sobre sexualidade, seja disponível e o mais natural possível. É importante que você esteja disponível para ouvi-la. Se não puder na hora, diga que responde em outro momento, mas cumpra a promessa. Ofereça tempo e atenção. Se você nunca parar para conversar, a criança pode entender que não há espaço para esse diálogo e pode não recorrer mais a você e buscar a informação em outro lugar ou com outras pessoas.

Adote sempre os nomes corretos

Ninguém fala que olho não é olho, que nariz não é nariz ou que boca não é boca. Porque não vê necessidade de estereotipar, “maquiar” as partes do corpo. Por que, então, esconder os nomes das partes íntimas? Por mais que você opte por apelidar “pênis” e “vulva” para conversar com crianças, tenha em mente que, em algum momento, elas devem saber os nomes corretos das partes dos próprios corpos. Isso é muito necessário.

É de muita importância que deixemos claro sobre a intimidade de cada pessoa, colocando que as genitais são partes do corpo como a mão, o braço e tals, mas que são íntimas e que não devem ficar expostas para qualquer pessoa tocar. Peça permissão antes de tocar o corpo da criança.

Como você está ensinando à criança o respeito aos limites do próprio corpo e do corpo do outro, dê o exemplo e peça permissão antes de tocar o corpo dela para dar banho, por exemplo. É uma forma de orientar que não se pode tocar em locais não autorizados.

Respostas assertivas e sem aumentar a curiosidade da criança

Sem rodeios, adaptando a resposta à idade e à maturidade emocional da criança, responda exatamente o que ela quer saber. Às vezes, ela só tem uma dúvida muito específica e pontual. Perguntar “como os bebês nascem?” é diferente, por exemplo, de perguntar “como os bebês são feitos?”. E eles não vão perguntar o que não é da fase em que estão, a erotização e o aprofundamento no assunto, somos nós, adultos que acabamos fazendo.

Mantenha a conversa somente entre vocês

Contar para os amigos e até para os outros filhos sobre a dúvida da criança pode quebrar a confiança que ela tem em você, caso descubra. Se precisar de ajuda para responder à pergunta, procure profissionais e outras fontes de informação confiáveis.

Seja o mais natural possível

A forma como você reage influencia muito. Se você se apavora ou se escandaliza diante da pergunta da criança ou a repreende de alguma forma, ela vai pensar que não deveria ter exposto a dúvida. Se você ignora, ela pode achar que não há espaço para dialogar. Aja com naturalidade e responda o que você souber responder. O que não souber, diga que vai estudar para responder depois. E responda.

Ensine sobre discrição

Na fase da descoberta do corpo, é natural que a criança se toque e chegue às partes íntimas. Encare isso com a mesma naturalidade que acontece, mas oriente a não se tocar em público, apenas em ambientes privados como quarto e banheiro. Faça comparações que a criança possa compreender, como: “Você vê sua mãe ou seu pai tocar na parte genital em público?”. Mas, atenção: para ter coerência no discurso, caso você veja a criança se tocar em público, leve o diálogo com ela sobre isso para o ambiente privado, que é onde a questão deve ser tratada.

Não diferencie sua criação por gênero

Não deve haver diferença entre falar sobre sexualidade com meninos e falar sobre sexualidade com meninas. Ambos se desenvolvem e se descobrem de maneira natural. Se você encara com naturalidade a auto estimulação genital do menino, por exemplo, e se apavora quando a menina faz o mesmo, você pode provocar nela transtornos e disfunções relacionadas à sexualidade na vida adulta, além de uma série de problemas de autoestima. Ambos também devem ser ensinados a respeitar o próprio corpo e o corpo do outro.

Seja frequente e corriqueiro

Você não precisa criar todo um cenário, toda uma ambiência, todo um momento para falar com a criança sobre questões ligadas à sexualidade. Às vezes, o assunto pode surgir enquanto vocês leem um quadrinho ou assistem a um desenho animado ou filme, por exemplo. Inclusive, é importante estar atento aos conteúdos que as crianças estão consumindo, principalmente na Internet.

Use do dia a dia

Quadrinhos, cartilhas, jogos, brinquedos, livros. Há uma série de recursos confiáveis disponíveis (alguns, até gratuitamente) para que você use no diálogo com a criança sobre sexualidade.

por Bia Gomes

Por que se relacionar dá tanto trabalho?

Vamos repensar sobre RELAÇÃO, o tempo todo estamos nos relacionando, nossa vida é feita de relacionamentos. Afinal já dizia o grande poeta Vinícius de Moraes, “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.”

Quando crianças, aprendemos a andar, aprendemos a falar, porque não podemos aprender a nos relacionar, e por que essa dita “arte” dá tanto trabalho?

Pensando assim, se as relações ocupam uma parte tão grande e importante em nossas vidas e tendo ouvido que se relacionar está dando muito trabalho, principalmente nos dias atuais, resolvi abordar algumas estratégias e atitudes para contribuir sobre essa “dificuldade” para conseguirmos ter uma convivência harmoniosa e qualitativa com as pessoas, principalmente com o/a parceiro/a em seu relacionamento amoroso.

Neste artigo irei compartilhar atitudes e conhecimentos importantes para mantermos a harmonia com as pessoas ao redor, construindo para relacionamentos fortes e saudáveis, baseados na comunicação e no ato de aprender sempre.

Vale deixar claro que a partir da construção desses conhecimentos, notará que não só seus relacionamentos com outra pessoa irá melhorar, como também consigo mesmo.

Quando há uma convivência saudável e equilibrada, ganha-se paz de espírito, saúde e felicidade.

Então vamos lá, hoje em dia com toda a carga emocional que estamos vivendo em tempos de pandemia, os nervos e ansiedade a flor da pele. Queremos que o parceiro, ou parceira adivinhe o que estamos passando ou querendo. Se não expressarmos claramente o que pensamos e sentimos, os outros não têm como saber o que se passa em nossa mente. Nesse sentido, procure sempre se comunicar de modo assertivo em vez de esperar que percebam que está triste ou chateado, por exemplo. Quanto mais claro for, mais facilmente poderá resolver problemas e até evitar conflitos. Mas fique atento, a forma de sua comunicação, colocando-se sempre de maneira assertiva e não agressiva ok!

Cada indivíduo é único, devemos primeiramente reconhecer que relacionar tem seus desafios e que é super comum que surjam divergências e conflitos. Tudo o que acontece na vida tem um lado positivo, se olhamos apenas o lado ruim, deixamos as coisas boas passarem. A partir do momento em que se escolhe ser positivo, isso impacta diretamente nos relacionamentos, que ganham em harmonia, compartilhamento de experiências e colaboração. Devemos levar sempre em consideração o respeito ao próximo e a si mesmo, não agindo da forma que não gostaríamos que agissem com a gente.

Com muito diálogo, mas sem esquecer que precisamos ouvir também, não somente sermos ouvidos. Analisar o ponto de vista de cada um, explicar o seu, fazer concessões e, assim, chegar em uma solução que fique legal para o relacionamento em um todo.

É… Mas falando parece ser tão fácil né?!

Mas não é bem assim…

Como eu havia dito que é possível aprender a andar , também podemos aprender a nos relacionar, quando estamos aprendendo a andar, caímos, cambaleamos, ralamos o joelho e até mesmo podem surgir alguns cortes que sangram. Da mesma forma será nosso aprendizado ao relacionamento saudável e equilibrado. E quando todos os envolvidos estão ali, juntos, devem se lembrar do motivo de estarem vivendo esse relacionamento, que na maioria das vezes já passaram inúmeros momentos de muito amor e alegria, devem também procurar recordar tudo que sentem um pelo outro, verão que tudo se torna mais simples de ser resolvido.

E vale sempre lembrar que SIM, é possível construir um relacionamento equilibrado e feliz, onde há comunicação, interesse e respeito de todos os lados. E se você considerar o diálogo, uma forma de comunicação assertiva e buscar aprender positivamente, certamente conseguirá lidar com as dificuldades de construir um relacionamento saudável com mais tranquilidade.

Acredite, com diálogo, respeito e compreensão isso é possível.

por Bia Gomes

Coletor e virgindade, meninas virgens podem usar?

Eu sou uma entusiasta do coletor e percebo um grande aumento no interesse em relação ao produto, se comparado a época em que eu era adolescente.

Acho fantástico que as mulheres e adolescentes estejam aderindo. É um sinal de que querem conhecer sua menstruação e entrar em um contato mais íntimo com seu ciclo. Com o seu corpo, seu segredo feminino.

Hoje vim destacar para você que o coletor exige uma certa manipulação, já que usá-lo requer tocar-se.  E a virgindade? Como você vai fazer para permanecer virgem se tocando?

Isso é mexer com um tabu, certo? Isso é mexer com questões religiosas certo?

A menstruação também deixa de ser aquela coisa incômoda, suja, com cheiro ruim e ganha um status positivo, de curiosidade, de autoconhecimento”.

Então calma, não quero ser desrespeitosa com ninguém! Apenas colocarmos alguns conceitos em pauta.

Meninas virgens podem usar o coletor, mas há o risco do hímen se romper. Fora isso, não precisa nem dizer que o coletor é de uso pessoal e intransferível, né? Os coletores têm composição que varia conforme a marca. Geralmente são de silicone.

Mas o que muitas mulheres se perguntam é o seguinte: o coletor menstrual pode tirar a minha virgindade? E a resposta vai depender do você quer dizer quando utiliza o termo “virgindade”. O que é virgindade pra você?

Homens e mulheres deixam de ser virgens quando acontece a primeira relação sexual, porém, algumas sociedades, culturas ou religiões ainda relacionam a virgindade feminina à presença do hímen.

O hímen nada mais é do que uma fina pele presente no início do canal vaginal. Se você tiver um, ele pode facilmente ser visto com um espelho. Qualquer produto de uso intravaginal pode romper o hímen, mas isso vai depender do tipo de hímen que a mulher tem, se ela tiver um!

 Cada mulher é única, algumas possuem um hímen muito frágil facilmente rompido com atividades do dia-a-dia que incluem andar a cavalo, dançar ou até mesmo andar de bicicleta! Outras possuem um hímen mais grosso que às vezes nem a relação sexual é capaz de romper inteiramente. E sim, algumas nascem sem hímen, o que é perfeitamente normal.

Desta forma, a presença ou não do hímen não significa ser ou não virgem. A virgindade apenas pode ser perdida por meio de relação sexual.  Então, não se preocupe, absorventes internos e coletores menstruais não podem tirar a sua virgindade!

Mas sempre vale lembrar que não quero ser evasiva e respeito muito cada opinião. Aqui só coloco os conceitos fisiológicos ok !

Ainda assim o uso do coletor menstrual pode gerar dúvidas em pessoas que ainda não tiveram relações sexuais e é por isso que sempre oriento a procurarem um profissional que esteja apto para acompanhar em todo o período de adaptação. Mas sigam essas dicas:

  • Informe-se bem
  • Esteja em dia com seus exames ginecológicos
  • Conheça o seu corpo
  • Escolha um tamanho adequado e um bom fornecedor.

Mas é como eu sempre falo, priorize sempre o amor próprio e cuide-se com sabedoria.

por Bia gomes

Educação Sexual e eu!

A Falta de Educação Sexual na nossa primeira infância nos priva de várias coisas. Eu nem sempre fui essa mulher multiorgástica e desprendida em relação a minha saúde sexual e relacionamento!

Não conhecia meu próprio corpo e nem tinha noção do que todas nós podemos fazer. O Abuso infantil faz parte da minha história e beijos e abraços sempre me deixavam extremamente incomodada e infeliz comigo mesma. A sensação de nojo e repugnância ao toque (principalmente ao do Ronei) sempre estiveram como minha companheira.

Todas as pessoas que tiveram o primeiro contato com a sexualidade de maneira traumática tem muito mais dificuldade de ter uma vida sexual prazerosa. Todas as sensações que vivemos são guardadas na memória, no nosso Sistema Límbico, e essas experiências influenciam massivamente em nossa qualidade de vida.

Mas podemos mudar esse quadro, com ajuda profissional e educação sexual podemos influenciar no processo bioquímico que acontece em nosso corpo. Podemos vivenciar experiências prazerosas que irão perpetuar em nossas sensações, ocasionando um equilíbrio e bem estar no decorrer de nossa vivência.

Não apaguei da memória o fato do abuso, mas consigo hoje lidar com isso como uma experiência negativa da maldade e falta de educação do ser humano, um fato que passou e me impulsionou a trabalhar com a Educação Sexual para transformar e contribuir para a revisão, ensino e progresso dos conceitos sobre a sexualidade humana, saúde e bem estar, auxiliando no impacto social positivo. Não consegui sozinha, com muito amor de Ronei, paciência e diálogo, com muita terapia e vários outros profissionais alcancei a superação do trauma e me tornei uma a mulher que sou hoje!

por Bia gomes

Relacionamento Aberto! Eu conheço?

Você já pensou em ter um relacionamento aberto? Mas como assim aberto?

Bem, vamos lá, que eu estou aqui para tentar explicar um pouquinho sobre esse tão falado ultimamente, “relacionamento aberto”!

Primeiramente o relacionamento aberto não é tão novo assim, temos em nossa história uma das mais conhecidas referências neste tema de relacionamento Sartre e Simone de Beauvoir. Tiveram um relacionamento iniciado nos idos dos anos 20 (mais precisamente em 1929), início marcado por conhecida frase de Sartre: “entre nós, trata-se de um amor necessário: convém que conheçamos também amores contingentes” (inspirada na concepção filosófica de verdade necessária e verdade contingente), findando apenas com a morte de Sartre, em 1980.

Temos o conceito de relacionamento aberto, reconhecido desde a década de 1970. O qual significa uma relação sexual e romântica em que os envolvidos concordam com uma forma não monogâmica, de modo que relações sexuais com terceiros possam não ser consideradas traição ou infidelidade. É defendido por seus adeptos como uma alternativa ao modelo monogâmico tradicional e deve ser respeitada.

O termo relação aberta é por vezes usado de forma intercambiável com o termo intimamente relacionado poliamor, mas os dois conceitos são diferentes. Não devem ser confundido um com o outro.

O relacionamento aberto cria alternativas nas quais o casal possa ter relações paralelas, sem que isso seja visto como traição, mas o relacionamento entre o casal é primordial.

Existem vários estilos diferentes de relacionamentos abertos. Estes incluem:

  • Relações com múltiplos parceiros, quando um relacionamento sexual não ocorre entre todas as partes envolvidas.
  • Relacionamentos híbridos, quando um parceiro não é monogâmico e o outro é.
  • Swinging.

Em grande medida, os relacionamentos abertos são uma generalização do conceito de um relacionamento para além das relações monogâmicas. Uma forma de relacionamento aberto é o casamento aberto, em que os participantes de um casamento têm uma relação aberta e podem ter relacionamento sexual com outros parceiros e isso não é considerado traição.

E como todo relacionamento, possui algumas regras, só por que é aberto, não significa que pode tudo.

Muito diálogo, respeito e honestidade são prioridades entre o casal que aderi ao relacionamento aberto, pois excesso de “abertura” pode levar ao caos.

Antes de tudo, um combinado entre o casal sobre limites é prioridade, sobre o que pode, quem pode, profundidade dos relacionamentos, locais e outros fatores que influenciam diretamente na saúde e bem estar dos envolvidos. Estando todos de acordo e felizes, parte-se para a execução.

Valendo sempre lembrar da proteção! Proteja-se e cuide também do outro! Use sempre preservativo.

por Bia gomes