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Por que se relacionar dá tanto trabalho?

Vamos repensar sobre RELAÇÃO, o tempo todo estamos nos relacionando, nossa vida é feita de relacionamentos. Afinal já dizia o grande poeta Vinícius de Moraes, “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.”

Quando crianças, aprendemos a andar, aprendemos a falar, porque não podemos aprender a nos relacionar, e por que essa dita “arte” dá tanto trabalho?

Pensando assim, se as relações ocupam uma parte tão grande e importante em nossas vidas e tendo ouvido que se relacionar está dando muito trabalho, principalmente nos dias atuais, resolvi abordar algumas estratégias e atitudes para contribuir sobre essa “dificuldade” para conseguirmos ter uma convivência harmoniosa e qualitativa com as pessoas, principalmente com o/a parceiro/a em seu relacionamento amoroso.

Neste artigo irei compartilhar atitudes e conhecimentos importantes para mantermos a harmonia com as pessoas ao redor, construindo para relacionamentos fortes e saudáveis, baseados na comunicação e no ato de aprender sempre.

Vale deixar claro que a partir da construção desses conhecimentos, notará que não só seus relacionamentos com outra pessoa irá melhorar, como também consigo mesmo.

Quando há uma convivência saudável e equilibrada, ganha-se paz de espírito, saúde e felicidade.

Então vamos lá, hoje em dia com toda a carga emocional que estamos vivendo em tempos de pandemia, os nervos e ansiedade a flor da pele. Queremos que o parceiro, ou parceira adivinhe o que estamos passando ou querendo. Se não expressarmos claramente o que pensamos e sentimos, os outros não têm como saber o que se passa em nossa mente. Nesse sentido, procure sempre se comunicar de modo assertivo em vez de esperar que percebam que está triste ou chateado, por exemplo. Quanto mais claro for, mais facilmente poderá resolver problemas e até evitar conflitos. Mas fique atento, a forma de sua comunicação, colocando-se sempre de maneira assertiva e não agressiva ok!

Cada indivíduo é único, devemos primeiramente reconhecer que relacionar tem seus desafios e que é super comum que surjam divergências e conflitos. Tudo o que acontece na vida tem um lado positivo, se olhamos apenas o lado ruim, deixamos as coisas boas passarem. A partir do momento em que se escolhe ser positivo, isso impacta diretamente nos relacionamentos, que ganham em harmonia, compartilhamento de experiências e colaboração. Devemos levar sempre em consideração o respeito ao próximo e a si mesmo, não agindo da forma que não gostaríamos que agissem com a gente.

Com muito diálogo, mas sem esquecer que precisamos ouvir também, não somente sermos ouvidos. Analisar o ponto de vista de cada um, explicar o seu, fazer concessões e, assim, chegar em uma solução que fique legal para o relacionamento em um todo.

É… Mas falando parece ser tão fácil né?!

Mas não é bem assim…

Como eu havia dito que é possível aprender a andar , também podemos aprender a nos relacionar, quando estamos aprendendo a andar, caímos, cambaleamos, ralamos o joelho e até mesmo podem surgir alguns cortes que sangram. Da mesma forma será nosso aprendizado ao relacionamento saudável e equilibrado. E quando todos os envolvidos estão ali, juntos, devem se lembrar do motivo de estarem vivendo esse relacionamento, que na maioria das vezes já passaram inúmeros momentos de muito amor e alegria, devem também procurar recordar tudo que sentem um pelo outro, verão que tudo se torna mais simples de ser resolvido.

E vale sempre lembrar que SIM, é possível construir um relacionamento equilibrado e feliz, onde há comunicação, interesse e respeito de todos os lados. E se você considerar o diálogo, uma forma de comunicação assertiva e buscar aprender positivamente, certamente conseguirá lidar com as dificuldades de construir um relacionamento saudável com mais tranquilidade.

Acredite, com diálogo, respeito e compreensão isso é possível.

por Bia Gomes

Coletor e virgindade, meninas virgens podem usar?

Eu sou uma entusiasta do coletor e percebo um grande aumento no interesse em relação ao produto, se comparado a época em que eu era adolescente.

Acho fantástico que as mulheres e adolescentes estejam aderindo. É um sinal de que querem conhecer sua menstruação e entrar em um contato mais íntimo com seu ciclo. Com o seu corpo, seu segredo feminino.

Hoje vim destacar para você que o coletor exige uma certa manipulação, já que usá-lo requer tocar-se.  E a virgindade? Como você vai fazer para permanecer virgem se tocando?

Isso é mexer com um tabu, certo? Isso é mexer com questões religiosas certo?

A menstruação também deixa de ser aquela coisa incômoda, suja, com cheiro ruim e ganha um status positivo, de curiosidade, de autoconhecimento”.

Então calma, não quero ser desrespeitosa com ninguém! Apenas colocarmos alguns conceitos em pauta.

Meninas virgens podem usar o coletor, mas há o risco do hímen se romper. Fora isso, não precisa nem dizer que o coletor é de uso pessoal e intransferível, né? Os coletores têm composição que varia conforme a marca. Geralmente são de silicone.

Mas o que muitas mulheres se perguntam é o seguinte: o coletor menstrual pode tirar a minha virgindade? E a resposta vai depender do você quer dizer quando utiliza o termo “virgindade”. O que é virgindade pra você?

Homens e mulheres deixam de ser virgens quando acontece a primeira relação sexual, porém, algumas sociedades, culturas ou religiões ainda relacionam a virgindade feminina à presença do hímen.

O hímen nada mais é do que uma fina pele presente no início do canal vaginal. Se você tiver um, ele pode facilmente ser visto com um espelho. Qualquer produto de uso intravaginal pode romper o hímen, mas isso vai depender do tipo de hímen que a mulher tem, se ela tiver um!

 Cada mulher é única, algumas possuem um hímen muito frágil facilmente rompido com atividades do dia-a-dia que incluem andar a cavalo, dançar ou até mesmo andar de bicicleta! Outras possuem um hímen mais grosso que às vezes nem a relação sexual é capaz de romper inteiramente. E sim, algumas nascem sem hímen, o que é perfeitamente normal.

Desta forma, a presença ou não do hímen não significa ser ou não virgem. A virgindade apenas pode ser perdida por meio de relação sexual.  Então, não se preocupe, absorventes internos e coletores menstruais não podem tirar a sua virgindade!

Mas sempre vale lembrar que não quero ser evasiva e respeito muito cada opinião. Aqui só coloco os conceitos fisiológicos ok !

Ainda assim o uso do coletor menstrual pode gerar dúvidas em pessoas que ainda não tiveram relações sexuais e é por isso que sempre oriento a procurarem um profissional que esteja apto para acompanhar em todo o período de adaptação. Mas sigam essas dicas:

  • Informe-se bem
  • Esteja em dia com seus exames ginecológicos
  • Conheça o seu corpo
  • Escolha um tamanho adequado e um bom fornecedor.

Mas é como eu sempre falo, priorize sempre o amor próprio e cuide-se com sabedoria.

por Bia gomes

Educação Sexual e eu!

A Falta de Educação Sexual na nossa primeira infância nos priva de várias coisas. Eu nem sempre fui essa mulher multiorgástica e desprendida em relação a minha saúde sexual e relacionamento!

Não conhecia meu próprio corpo e nem tinha noção do que todas nós podemos fazer. O Abuso infantil faz parte da minha história e beijos e abraços sempre me deixavam extremamente incomodada e infeliz comigo mesma. A sensação de nojo e repugnância ao toque (principalmente ao do Ronei) sempre estiveram como minha companheira.

Todas as pessoas que tiveram o primeiro contato com a sexualidade de maneira traumática tem muito mais dificuldade de ter uma vida sexual prazerosa. Todas as sensações que vivemos são guardadas na memória, no nosso Sistema Límbico, e essas experiências influenciam massivamente em nossa qualidade de vida.

Mas podemos mudar esse quadro, com ajuda profissional e educação sexual podemos influenciar no processo bioquímico que acontece em nosso corpo. Podemos vivenciar experiências prazerosas que irão perpetuar em nossas sensações, ocasionando um equilíbrio e bem estar no decorrer de nossa vivência.

Não apaguei da memória o fato do abuso, mas consigo hoje lidar com isso como uma experiência negativa da maldade e falta de educação do ser humano, um fato que passou e me impulsionou a trabalhar com a Educação Sexual para transformar e contribuir para a revisão, ensino e progresso dos conceitos sobre a sexualidade humana, saúde e bem estar, auxiliando no impacto social positivo. Não consegui sozinha, com muito amor de Ronei, paciência e diálogo, com muita terapia e vários outros profissionais alcancei a superação do trauma e me tornei uma a mulher que sou hoje!

por Bia gomes

Relacionamento Aberto! Eu conheço?

Você já pensou em ter um relacionamento aberto? Mas como assim aberto?

Bem, vamos lá, que eu estou aqui para tentar explicar um pouquinho sobre esse tão falado ultimamente, “relacionamento aberto”!

Primeiramente o relacionamento aberto não é tão novo assim, temos em nossa história uma das mais conhecidas referências neste tema de relacionamento Sartre e Simone de Beauvoir. Tiveram um relacionamento iniciado nos idos dos anos 20 (mais precisamente em 1929), início marcado por conhecida frase de Sartre: “entre nós, trata-se de um amor necessário: convém que conheçamos também amores contingentes” (inspirada na concepção filosófica de verdade necessária e verdade contingente), findando apenas com a morte de Sartre, em 1980.

Temos o conceito de relacionamento aberto, reconhecido desde a década de 1970. O qual significa uma relação sexual e romântica em que os envolvidos concordam com uma forma não monogâmica, de modo que relações sexuais com terceiros possam não ser consideradas traição ou infidelidade. É defendido por seus adeptos como uma alternativa ao modelo monogâmico tradicional e deve ser respeitada.

O termo relação aberta é por vezes usado de forma intercambiável com o termo intimamente relacionado poliamor, mas os dois conceitos são diferentes. Não devem ser confundido um com o outro.

O relacionamento aberto cria alternativas nas quais o casal possa ter relações paralelas, sem que isso seja visto como traição, mas o relacionamento entre o casal é primordial.

Existem vários estilos diferentes de relacionamentos abertos. Estes incluem:

  • Relações com múltiplos parceiros, quando um relacionamento sexual não ocorre entre todas as partes envolvidas.
  • Relacionamentos híbridos, quando um parceiro não é monogâmico e o outro é.
  • Swinging.

Em grande medida, os relacionamentos abertos são uma generalização do conceito de um relacionamento para além das relações monogâmicas. Uma forma de relacionamento aberto é o casamento aberto, em que os participantes de um casamento têm uma relação aberta e podem ter relacionamento sexual com outros parceiros e isso não é considerado traição.

E como todo relacionamento, possui algumas regras, só por que é aberto, não significa que pode tudo.

Muito diálogo, respeito e honestidade são prioridades entre o casal que aderi ao relacionamento aberto, pois excesso de “abertura” pode levar ao caos.

Antes de tudo, um combinado entre o casal sobre limites é prioridade, sobre o que pode, quem pode, profundidade dos relacionamentos, locais e outros fatores que influenciam diretamente na saúde e bem estar dos envolvidos. Estando todos de acordo e felizes, parte-se para a execução.

Valendo sempre lembrar da proteção! Proteja-se e cuide também do outro! Use sempre preservativo.

por Bia gomes